sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Santa Maria- Porciuncula

 A capelinha que São Francisco fez erigir no Alverne, à sua chegada – feita de paus e de ramos então, nesta primeira e única quaresma que o Santo passou no alto do monte – dedicou-a a Maria dos Anjos. Maria Santíssima está presente na sua vida interior em tudo. Com Cristo, em Cristo, para São Francisco tinha que estar sempre a Mãe de Cristo. Sua devoção à sua Senhora, à sua Rainha, à Mãe do seu Senhor era profunda, terna e sentida, com os acentos do cavalheirismo medieval. Não sabemos particularidades a respeito do exercício de devoção marial no Alverne em 1224, mas o fato de ter dedicado a capelinha a Santa Maria dos Anjos diz que aí esteve muitas vezes entretido com sua Rainha. O Concílio nos convidou a que aperfeiçoássemos nossa piedade marial e a limpássemos de exageros e deformações. Isto, certamente, não significa, na intenção do Concílio, que devamos eliminar a devoção e que devamos agir indiscriminadamente contra a religiosidade popular de veneração e confiança na Mãe de Deus. Significa, sim, um aprofundamento e um progresso na direção de formas de devoção em verdade, fé, confiança, amor, imitação. Aconteceu que houve uma inflexão sensível na piedade marial, e é tempo de recuperar-nos. Ponhamos, com São Francisco, Santa Maria em nosso Alverne. Quanto mais nossa piedade marial for autêntica e conforme à fé, tanto mais será intensa e sentida. Como a de São Francisco.
FREI CONSTANTINO KOSER O.F.M.






Nenhum comentário:

Postar um comentário